Olho as minhas mãos...tão vazias como há um ano atrás... como há dois...três...vazias...sempre vazias...
O tempo passa, os dias repetem-se com um suplício inacreditável...que cansaço este...cansaço de uma vida em que o único objectivo é sobreviver; em que a esperança de um dia diferente nunca se torna real. Dói de uma forma difícil de descrever e com certeza ninguém o imagina...é uma dor que corrói as entranhas sem qualquer compaixão...dilacera o coração e não permite que o espiríto se eleve... Os olhos cabisbaixos, sem força sequer para os erguer... o forte sentimento de culpa...a revolta de representar um fardo na vida dos que me rodeiam...a dor de mais uma paixão não correspondida... a desilusão do insucesso... os sentimentos que descrevem o meu ano, a minha vida...sempre igual...